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Leitura Adicional

ACADEMIA | Simpósio 4 do VI SIMELP - Literatura Brasileira: relações e incursões entre história, cultura, política e língua (II)


19 November 2017 | By ptadmin | SISU

SIMPÓSIO 4 – Literatura Brasileira: relações E INCURSÕES entre história, cultura, POLÍTICA e língua

 

Resumos dos trabalhos aprovados (continuação)

Comunicação 5

O processo de criação das personagens protagonistas da série Visitantes ao Sul, de Luiz Antonio de Assis Brasil: uma análise genética

 

Autor: Alex Sandro Costa Ramos – FURG – alex.riogrande@hotmai.com

 

Resumo: A presente comunicação faz parte da pesquisa de tese de doutorado que, levando-se em conta os pressupostos teóricos e a metodologia da Crítica Genética, propõe a análise do processo de criação das personagens protagonistas da série “Visitantes ao Sul”, do escritor brasileiro Luiz Antonio de Assis Brasil: Sandro Lanari (“O pintor de retratos” − 2001); o Historiador (“A margem imóvel do rio” − 2003); Joaquim José de Mendanha (“Música perdida” − 2006) e Aimé Bonpland (“Figura na sombra” − 2012). O objetivo principal é encontrar e elucidar o caminho percorrido por Luiz Antonio de Assis Brasil no processo de criação das personagens protagonistas dos quatro romances e compreender esse processo a partir dos registros deixados pelo escritor nas anotações na sua agenda pessoal, nas versões e nas revisões das obras. Na relação entre esses registros e a versão entregue à editora para ser publicada encontra-se um ato criador em processo. E é exatamente como se dá esse processo o que interessa à pesquisa: compreender a gênese da escritura das personagens protagonistas dos quatro romances e reconstituir, a partir da organização do seu dossiê genético, o sentido das operações realizadas pelo autor para chegar ao texto final da obra.

Palavras-chave: Literatura brasileira; Crítica genética; Luiz Antonio de Assis Brasil.

 

Minibiografia: Alex Sandro Costa Ramos é mestre em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande – FURG – Brasil (2005). Graduado em História pela FURG (2002). Doutorando em Letras (História da Literatura) – FURG. É membro da Associação de Pesquisadores em Crítica Genética.


Comunicação 6

A recepção de Chico Buarque na França e na Alemanha: em torno d’O irmão alemão

 

Autora: Ana Maria Clark Peres – UFMG – acperes.bh@terra.com.br

 

Resumo: Com uma vasta e diversificada obra que abarca aproximadamente 500 canções e cinco romances, além de peças teatrais, roteiros cinematográficos, crônicas, novela e conto, obra essa que conta com uma considerável fortuna crítica no Brasil, Chico Buarque vem sendo reconhecido também no exterior, notadamente no que se refere à sua ficção mais recente, uma vez que seus romances já foram traduzidos para dezenas de idiomas. Neste trabalho, pretendo focalizar a recepção d’O irmão alemão (Editora Companhia das Letras, 2014) na França e na Alemanha, especificamente no que concerne a resenhas apresentadas em importantes jornais e revistas franceses e alemães, que têm comentado Le frère allemand, lançado em fevereiro de 2016 pela Éditions Gallimard, e Mein deutscher Bruder, publicado pela S. Fischer Verlag na mesma época. Textos críticos sobre o romance divulgados no LibérationLe FigaroL’Express, entre outros, serão cotejados com os apresentados em importantes veículos da imprensa alemã, como DIE ZEIT (Hamburgo), FAZ (Frankfurt), Taz (Berlim) etc. Essas resenhas serão cotejadas com publicações brasileiras sobre o romance, que surgiram na imprensa brasileira por ocasião do lançamento do livro em novembro de 2014. Ao analisar os comentários a respeito da obra em cada um dos países citados – suas coincidências e suas diferenças –, busco apontar, em última instância, qual seria, hoje, o olhar europeu sobre produções culturais brasileiras e em que medida ele se aproximaria ou se distanciaria de nosso próprio olhar sobre elas.

Palavras-chave: Chico Buarque; O irmão alemão; Recepção crítica; França; Alemanha.

 

Minibiografia: Doutora em Letras pela UFMG, com pós-doutorado em Literatura Comparada, na Université Paris 8, e em Literatura Brasileira, na USP, é professora do Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários da UFMG e pesquisadora do CNPq. Além de artigos e capítulos de livros no Brasil e no exterior, publicou as seguintes obras: O infantil na literatura: uma questão de estiloRevisitando o estilo: por uma travessia na escrita e, mais recentemente, Chico Buarque: recortes e passagens.


Comunicação 7

Eles Não Usam Black-tie: conflitos e dilemas entre dois mundos

 

Autor: André Dias – UFF – andredias@id.uff.br

 

Resumo: Gianfrancesco Guarnieri faz parte de um grupo seleto de dramaturgos brasileiros que conseguiu dar vida e voz a profundos dilemas humanos. Autor com amplo conhecimento e domínio da dramaturgia urbana, Guarnieri soube dar lume a mundos em pleno processo de transformação, além de erigir uma obra que conferiu cara e coração às camadas pobres da população brasileira. Sem se render à tentação da representação exótica, Guarnieri soube trazer para o centro da cena “a vida da gente simples”. O escritor captou como poucos as contradições, desejos, esperanças e frustrações da classe trabalhadora, quase sempre emparedada entre a premência de sobreviver e os desafios de existir. Com um discurso centrado no exame da trajetória humana, mas sem perder de vista o caráter artístico do ofício, o dramaturgo – desde os anos 50 e ao longo dos 60 e 70, do século passado – concentrou seus esforços em rever aspectos fundamentais das contradições brasileiras. O presente trabalho se constitui como uma análise da peça Eles não usam black-tie (1955), obra seminal de Guarnieri. Sem perder de vista as condições de produção e o momento histórico que condicionaram a elaboração da obra, a investigação esmiúça o papel desempenhado por ela no momento em que chegou pela primeira vez ao público. Da mesma maneira, são avaliadas a atualidade das questões postuladas e como o texto pode ajudar a pensar o momento de polarização social pelo qual o Brasil passa atualmente. Assim, procura-se refletir sobre o embate entre dois mundos presentes na peça: de um lado, os valores engendrados pelas lutas coletivas de Otávio – patriarca de uma família de operários –, de outro, os conflitos de Tião, filho e herdeiro “natural” do legado de Otávio, mas que não se reconhece nesse modelo. Da situação dramática emergem o desamparo e a vulnerabilidade das classes menos favorecidas no Brasil.

Palavras-chave: Análise do discurso; Conflitos; Desamparo; Dramaturgia; Tensões sociais.

 

Minibiografia: Professor Adjunto III de Literatura Brasileira no Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas, da Universidade Federal Fluminense. É também Professor do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Literatura, no Instituto de Letras da UFF, atuando na linha de pesquisa: Literatura, História e Cultura. Autor de artigos científicos, capítulos de livros e da obra: Lima Barreto e Dostoiévski: vozes dissonantes (EDUFF, 2012). Lidera o Grupo de Pesquisa Literatura e Dissonâncias – LIDIS/UFF, certificado pela UFF e pelo CNPq.


Comunicação 8

Rebola, rebola, rebola sim

Autor: André Luis Mitidieri – UESC – mitidierister@gmail.com

 

Resumo: Analisamos a peça Rebola, do jovem dramaturgo baiano Daniel Arcades, buscando destacar como o texto e suas futuras montagens constituem empreendimentos afirmativos de políticas relativas à diversidade sexual ao espaço urbano, já que resultam da ocupação artística do Beco dos Artistas, realizada durante o ano de 2016. Situado no centro de Salvador (Bahia), o carinhosamente denominado “Beco” estava na iminência de desaparecer do mapa enquanto ponto de criação/recepção artística e socialização da comunidade LGBTQI. No texto em análise, o proprietário do Teatro Bar Xampoo, denominado Lobo, toma a decisão de fechar as portas em função da precariedade do entorno e dos espaços gueis soteropolitanos, até que um grupo de jovens artistas transformistas “rebola” para salvar o local da extinção e realiza uma noite trashcômica a fim de convencer o dono da importância de mantê-lo em funcionamento. Assim, com amparo em metodologia qualitativa de caráter bibliográfico, temos em vista discutir o espaço biográfico viabilizado pelo drama em estudo, por intermédio: da reapropriação de traços de conhecidas personalidades desse meio afetivo-cultural; da inserção de links das canções utilizadas para variadas performatizações; das interações geradas nas redes sociais. Considerando a construção coletiva do texto e de suas encenações, bem como as utilizações que faz do Bajubá das Monas, espécie de dialeto LGBTQI, bastante tributário da língua Iorubá, buscamos articular linguagem e dramaturgia homoerótica, como formas de reflexão/agência sobre/no Brasil contemporâneo quanto à necessidade de espaços homoculturais onde sujeitxs homoafetivxs possam encontrar-se, divertir-se e resistir à onda autoritário-repressiva que assola o país e ameaça nossa existência.

Palavras-chave: Agenciamento e resistência; Daniel Arcades; Descolonização da teoria; Homocultura; Literatura homoerótica.

 

Minibiografia: Graduado em Letras pela Universidade da Região da Campanha (URCAMP) e em História pela Universidade Regional do Alto Uruguai e das Missões, campus Frederico Westphalen (URI-FW). Mestre e doutor em Letras, área de concentração em Teoria da Literatura, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Pós-Doutorado em Estudos Literários pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Professor Titular de Literaturas Vernáculas no Curso de Letras da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). Docente Efetivo de Literatura e História no Programa de Pós-Graduação em Letras – Mestrado em Linguagens e Representações – na mesma instituição. Membro da Associação Brasileira de Literatura Comparada (ABRALIC) e da Associação Internacional de Lusitanistas (AIL). Integrante do GT Homocultura e Linguagens da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (ANPOLL). Vice-coordenador do PPGLLR da UESC.

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