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MUNDO | Comunidade


06 June 2017 | By ptadmin | SISU

 

Segundo Mark Zuckerberg, além de participar em projetos grandes e significativos e redefiniar a igualdade de oportunidades para que todos tenham a liberdade necessária para perseguir o seu propósito, a terceira maneira de se criar um mundo onde todos tenham um senso de propósito é criar uma comunidade no mundo inteiro.

 

“O propósito não vem só do trabalho. A terceira forma que temos de difundir propósito para todos é construir uma comunidade. E quando a nossa geração diz “todos”, estamos a falar de todas as pessoas do mundo.”

 

“Levantem as mãos: quantos de vocês são de outro país? E quantos de vocês são amigos dessas pessoas? Agora, sim. Nós crescemos conectados.”

 

“Numa pesquisa com membros da Geração Y ao redor do mundo sobre o que define a nossa identidade, a resposta mais frequente não foi a nacionalidade, a religião ou a etnia, foi cidadão do mundo. Isso é muito importante.”

 

“Cada geração expande o círculo de pessoas que considera como um de nós. Para nós, isso engloba o mundo inteiro.”

 

“Compreendemos que o arco da história da humanidade pende para a união entre pessoas em números cada vez maiores — de tribos a cidades e nações — para alcançar coisas que não podemos sozinhos.”

 

“Entendemos que as nossas melhores oportunidades são agora globais: podemos ser a geração que acabará com a pobreza e as doenças. Entendemos que os nossos maiores desafios também precisam de respostas globais: nenhum país pode lutar sozinho contra as alterações climáticas ou prevenir pandemias. O progresso agora requer a união não apenas como cidades ou nações, mas também como uma comunidade global.”

 

“Mas vivemos em tempos instáveis. Há pessoas deixadas de lado pela globalização no mundo inteiro. É difícil preocupar-se com pessoas de outros lugares se não nos sentimos bem com as nossas vidas onde estamos. Isso cria uma pressão para nos voltarmos para nós mesmos.”

 

“Esse é o conflito do nosso tempo. As forças da liberdade, da abertura e da comunidade global contra as forças do autoritarismo, do isolacionismo e do nacionalismo. Forças para o fluxo de informações, comércio e imigração contra aqueles que gostariam de retardá-los. Essa não é uma batalha entre nações, é uma batalha entre ideias. Em todos os países há pessoas a favor da conexão global e pessoas boas contra ela.”

 

“E isso também não vai ser decidido na ONU. Isso vai acontecer a nível local, quando um número suficiente de nós sentirmos que temos um propósito e estabilidade nas nossas próprias vidas a ponto de nos abrirmos e começarmos a nos importar com todas as outras pessoas. A melhora maneira de fazer isso é começar a construir comunidades locais agora mesmo.”

 

“As nossas comunidades proporcionam-nos um sentido. Sejam nossas comunidades casas ou equipes esportivas, igrejas ou grupos musicais, elas dão-nos a sensação de que fazemos parte de algo maior, que não estamos sozinhos; elas dão-nos a força para expandir os nossos horizontes.”

 

“É por isso que é tão impressionante que, por décadas, a participação em todos os tipos de grupos diminuiu em até um quarto. Isso representa um grande número de pessoas que agora precisam de encontrar um propósito em outros lugares.”

 

“Mas eu sei que podemos reconstruir as nossas comunidades e estabelecer comunidades novas, porque muitos de vocês já o fizeram.”

 

“Conheci Agnes Igoye, que está a formar-se hoje. Onde estás, Agnes? Ela passou a infância a atravessar zonas de conflito em Uganda, e agora ela treina milhares de oficiais da lei para manter comunidades em segurança.”

 

“Conheci Kayla Oakley e Niha Jain, que também estão a formar-se hoje. Levantem-se. Kayla e Niha fundaram uma organização sem fins lucrativos que conecta pessoas que sofrem de doenças com pessoas das suas comunidades dispostas a ajudar.”

 

“Conheci David Razu Aznar, que está a formar-se na Kennedy School hoje. David, levanta-te. Ele é um ex-vereador que liderou com sucesso a batalha para tornar a Cidade do México a primeira cidade da América Latina a aprovar a igualdade matrimonial, mesmo antes de San Francisco.”

 

“Essa é a minha história também. Um estudante num dormitório, conectando uma comunidade de cada vez, e continuando a fazer isso até que um dia conectamos o mundo inteiro.”

 

“A mudança começa localmente. Mesmo as mudanças globais começam numa escala menor, com pessoas como nós. Na nossa geração, o empenho para estarmos mais conectados e conseguirmos alcançar as nossas maiores oportunidades resume-se a isso: a nossa capacidade de construir comunidades e criar um mundo onde cada pessoa tem um propósito.”

 

“Turma de 2017, vocês estão a formar-se num mundo que precisa de propósito. Cabe a vocês criá-lo.”

 

“Mas talvez vocês estejam a pensar: eu vou conseguir fazer isso?”

 

“Se lembram da história que contei sobre a turma para a qual dei aulas no Boys and Girls Club? Um dia, depois da aula, eu estava a conversar com eles sobre a faculdade e um dos meus melhores alunos levantou a mão e disse que não tinha certeza se conseguiria entrar porque ele era um imigrante sem documentos. Ele não sabia se o deixariam entrar.”

 

“No ano passado, o levei para tomar pequeno-almoço no dia do seu aniversário. Queria dar-lhe um presente, então perguntei o que ele queria e ele começou a falar sobre alunos em dificuldade e disse: ‘Sabe, eu gostaria mesmo de um livro sobre justiça social.’”

 

“Fiquei surpreso. Esse é um jovem que tem todos os motivos para ser cético. Ele nem sequer sabia se o país que ele chama de seu, o único que ele conhece, lhe permitiria realizar o sonho de ir para a faculdade. Mas ele não sentia pena de si mesmo. Ele nem estava a pensar em si mesmo. Ele tem um senso de um propósito maior, e vai arrastar muitas pessoas com ele.”

 

“Isso diz muito sobre a nossa situação atual, e eu não posso dizer o seu nome para não colocá-lo em risco. Mas se um aluno do último ano do ensino médio que não sabe o que pode fazer com o seu futuro pode fazer algo para fazer o mundo avançar, então devemos ao mundo fazer a nossa parte também.”

 

“Antes de vocês atravessar esses portões pela última vez, enquanto estamos aqui em frente à Memorial Church, lembro-me de uma oração, Mi Shebeirach, que faço sempre que me encontro em momentos de adversidade, que canto para a minha filha pensando no seu futuro quando a coloco para dormir. É assim:
‘Que a fonte de força que abençoou os que vieram antes de nós nos ajude a *encontrar a coragem* para tornar a nossa vida uma bênção.’’’

 

“Espero que vocês encontrem a coragem para tornar as vossas vidas uma bênção.”

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